domingo, 23 de setembro de 2012

Sexo #1



Um minuto atrás ela o odiava, e então o desejava, para logo depois amá-lo e voltar a odiá-lo com muito mais força do que podia sentir. Era um ciclo vicioso, totalmente proporcionais, quanto mais o odiava, mais iria desejá-lo, era o calor da raiva e do desejo que os mantinham unidos. Ele enxergava todo o ódio que havia nos olhos dela, e ela tentava não ver o desejo por trás daquela respiração ofegante pela torrente de pragas que acabara de rogar, mas no segundo seguinte estavam um nos braços do outro. A boca dele esmagava os lábios ferinos que o mordiscavam e provocavam, mesmo sabendo que custaria muito torná-la dócil novamente. Mãos rudes e urgentes a empurraram, costas femininas chocaram-se contra a parede, um arfar doloroso escapou de sua garganta e logo foi engolido pelo beijo faminto que iniciava. E ele estava entre as suas pernas, erguendo-a pelas coxas, empurrando e rasgando a saia negra até acima da linha da cintura, arrancando o pedaço de pano que servia de calcinha. Sentia estar escorregando e por puro instinto travou as pernas ao redor da cintura máscula, os braços enrolavam-se como fórceps nos ombros fortes, mantendo-se firme enquanto ele arrancava fora a blusa do uniforme escolar. Ele era como um lobo, rosnando, mordendo com o focinho entre seus seios fartos, agarrando o sutiã vermelho com os dentes e arrancando-o, deixando cair no chão sem o menor interesse. As garras dele se encheram com os seios alvos e fartos, arrancando dela um gemido choroso, apelativo, implorando para ele, implorando por ele... Uma risada eufórica saiu de seus lábios quando ele atrapalhou-se com o zíper da calça, e somente para enfurecê-lo de desejo, ela movia o quadril em lentos e sugestivos rebolados. Ele rosnou com a provocação, que o fizera pulsar com ainda mais intensidade, irritava-o não estar no controle, mesmo que por poucos segundos. Quando ela gemeu e investiu o quadril contra o dele, ouviu o urro de irritação provindo daquela risada demoníaca e feminina. E então ele estava dentro dela, rígido, rude, impiedoso, lento e terrivelmente delicioso, e os dois urraram juntos em satisfação. Ele cravou as garras nas coxas alvas e roliças enroladas em sua cintura, enquanto ela fez o mesmo nos músculos fortes das costas de soldado. Sentia-o investir contra ela, sem medo de machucar, sem gentilezas, com toda força que ele tinha, dava-lhe a exata impressão de estar sendo rasgada por dentro. E ela gemia e gritava, não de dor, mas de um êxtase puro e profundo, pois ouvi-lo urrar, rosnar a cada estocada, parecia virar seu mundo de cabeça para baixo. Somente quando ambos chegaram ao ápice, tremendo, agarrados um ao outro, sentiu que estava, finalmente, no lugar certo. Onde pertencia e a quem pertencia...


Nenhum comentário:

Postar um comentário