Um minuto atrás ela o odiava,
e então o desejava, para logo depois amá-lo e voltar a odiá-lo com muito mais
força do que podia sentir. Era um ciclo vicioso, totalmente proporcionais,
quanto mais o odiava, mais iria desejá-lo, era o calor da raiva e do desejo que
os mantinham unidos. Ele enxergava todo o ódio que havia nos olhos dela, e ela
tentava não ver o desejo por trás daquela respiração ofegante pela torrente de
pragas que acabara de rogar, mas no segundo seguinte estavam um nos braços do
outro. A boca dele esmagava os lábios ferinos que o mordiscavam e provocavam,
mesmo sabendo que custaria muito torná-la dócil novamente. Mãos rudes e
urgentes a empurraram, costas femininas chocaram-se contra a parede, um arfar
doloroso escapou de sua garganta e logo foi engolido pelo beijo faminto que
iniciava. E ele estava entre as suas pernas, erguendo-a pelas coxas, empurrando
e rasgando a saia negra até acima da linha da cintura, arrancando o pedaço de
pano que servia de calcinha. Sentia estar escorregando e por puro instinto
travou as pernas ao redor da cintura máscula, os braços enrolavam-se como
fórceps nos ombros fortes, mantendo-se firme enquanto ele arrancava fora a
blusa do uniforme escolar. Ele era como um lobo, rosnando, mordendo com o
focinho entre seus seios fartos, agarrando o sutiã vermelho com os dentes e
arrancando-o, deixando cair no chão sem o menor interesse. As garras dele se
encheram com os seios alvos e fartos, arrancando dela um gemido choroso,
apelativo, implorando para ele, implorando por ele... Uma risada eufórica saiu
de seus lábios quando ele atrapalhou-se com o zíper da calça, e somente para
enfurecê-lo de desejo, ela movia o quadril em lentos e sugestivos rebolados.
Ele rosnou com a provocação, que o fizera pulsar com ainda mais intensidade,
irritava-o não estar no controle, mesmo que por poucos segundos. Quando ela
gemeu e investiu o quadril contra o dele, ouviu o urro de irritação provindo
daquela risada demoníaca e feminina. E então ele estava dentro dela, rígido,
rude, impiedoso, lento e terrivelmente delicioso, e os dois urraram juntos em
satisfação. Ele cravou as garras nas coxas alvas e roliças enroladas em sua
cintura, enquanto ela fez o mesmo nos músculos fortes das costas de soldado.
Sentia-o investir contra ela, sem medo de machucar, sem gentilezas, com toda
força que ele tinha, dava-lhe a exata impressão de estar sendo rasgada por
dentro. E ela gemia e gritava, não de dor, mas de um êxtase puro e profundo,
pois ouvi-lo urrar, rosnar a cada estocada, parecia virar seu mundo de cabeça
para baixo. Somente quando ambos chegaram ao ápice, tremendo, agarrados um ao
outro, sentiu que estava, finalmente, no lugar certo. Onde pertencia e a quem
pertencia...

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